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quarta-feira, 21 de março de 2012

Agoraphobia


Lembro do dia que você se aproximou de mim durante um intervalo entre uma aula e outra, e me perguntou na cara dura o motivo de eu faltar tanta aula.
"Tenho ataques de pânico." Por algum motivo incompreensível te contei a verdade e você não me olhou torto nem tentou dar uma de médico pra cima de mim. 
(Obrigada, ok?)
Te falei sobre como meus dedos formigam e meu coração dói, e sobre a dificuldade pra respirar. Confessei que choro escondida no estacionamento, e que nas noites que não consigo dormir dirijo até o cais de Carbon Lake e espero a ansiedade passar.
Em março você me deu um cd do Deerhunter como presente de aniversário, afirmando que era a trilha sonora perfeita para minhas escapadas noturnas no bostamóvel, apelido carinhoso que dei ao velho Ford do  meu avô.
Durante as férias de verão tive uma noite de insônia daquelas, na qual nem ouvir o barulho do vento e da água conseguiu me acalmar, então num impulso idiota acabei te ligando.
"Você está no pier?" Você perguntou depois de eu me desculpar por ter te acordado às quatro da manhã.
"Aham." Respondi sentindo falta de ar. "Você pode vir aqui?"
"Claro. Espera uns dez minutos." Você pediu agitado. "Já estou chegando."
Lembro direitinho de você tirando os sapatos e dobrando as calças jeans até os joelhos para sentar ao meu lado e colocar os pés na água. Você segurou minha mão e começou a contarolar Helicopter pra mim:
"Tired of my pain. Im tired of my pain, oh. No one cares for me hum hum hum hum"
Isso acalmou as batidas do meu coração e meu dedos pararam de formigar.
E agora, toda vez que a ansiedade me impede de dormir, basta ouvir o cd Halcyon Digest e ao fechar os olhos consigo te ver claramente, sentado no cais desgasto de Carbon Lake, as pernas balançando na água, ouço tua voz cantando Agoraphobia e o sono vem. E durmo. 
(Obrigada, ok?) 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Coisa de Amiga Bitch


- Tá bom. - suspirou a morena que se encontrava largada no sofá vermelho. - Eu meio que tenho uma quedinha pelo Rafa. - adimitiu pesarosamente.
A garota loira que deitara no tapete sentou-se imediatamente.
- Uma quedinha? - desdenhou forçando uma voz fina. - Você tem um tombo de duzentos metros por ele, isso sim. - riu.
- Cala boca. - resmungou Mel, corando de vergonha.
- Só estou sendo sincera. Eu percebi o jeito que você olha para ele, Mel, está bem...errr....na cara.
- Olha quem fala. - Mel revirou os olhos. - Até parece não se derrete toda pelo Pedro.
- Me apresente uma garota que não se derreta pelo Pedro. Não tem como evitar, ele é uma delícia. - disse maliciosa rindo alto em seguida. - Mas isso não quer dizer que sou afim dele ou coisa assim. Ao contrário de você que está totalmente apaixonada pelo Rafa.
- Para de falar besteira, Bianca!
- Não é besteira, é um fato. - defendeu-se a loira. - Você quer trocar saliva com o Rafa.
- Ecati! Que nojo! - exclamou Mel, jogando um travisseiro em Bianca.
- Nojo? - Bianca rolou os olhos. - É algo natural. - riu e revidou a travisseirada iniciando assim uma inevitável guerra de travisseiros.

Obs: Os nomes das pessoas foram modificadas para não comprometer os inocentes, ou seja, euzinha :) Baseado em alguns fatos reais! E dedicado à Ivna Raine! Bitch, aceite esse presente do fundo do meu coração alemão e Stiglitz *-*

Aline e Ivna vão noobar juntas no show do Restart.

domingo, 18 de abril de 2010

Chasing Love

Capítulo um: Bebê é uma palavra abominável.
Parte um
Quando a campanhia tocou na sexta-feira às sete horas da noite, Audrey não pensou “Será que é o meu vizinho gostoso?” foi algo mais parecido com “Puta que pariu, hoje não!”
Todos os seus amigos e toda sua família sabiam que sexta-feira à noite ela não estava disponível nem para Jesus Cristo, já que era seu único dia de folga do Hospital e único dia onde tinha apenas quarto aulas, pela manhã, na faculdade.
Ela estava vestindo roupas confortáveis de moletom cinza, os longos cabelos castanhos se encontravam presos em um coque desleixado e uma garrafa de vinho juntamente com filmes antigos a espervam na sala.
Bufou e decidiu internamente que não importava quem fosse, mandaria o idiota que atrapalhava sua noite para “aquele lugar”.
Abriu a porta, contudo não teve tempo para falar nada, os gritos de James não deixaram.
- Onde está a merda do seu biper? – perguntou ele furioso, fazendo a tremer da cabeça aos pés.
- Em cima da mesa… - gaguejou desconcertada e confusa.
- Sem batéria. – constatou ele jogando o biper na direção de Audrey.
A jovem pegou-o no ar, os olhos verdes arregalados.
- Pegue seus sapatos, temos que ir. – mandou ele friamente.
Audrey não protestou, tinha amor demais à sua vida para questionar as ordens de seu superior. Calçou rapidamente o primeiro par de tenis que achou e saiu correndo atrás de James sem trancar a porta com a chave.
- O que aconteceu? – perguntou preocupada, enquanto estavam no carro do moreno indo para o Hospital.
- Acidente. Mandaram chamar o máximo de ajuda possível. – se limitou a responder James.
Audrey calou-se, pelo visto sua noite seria longa, muito longa.
Muitas horas depois, após conseguirem dominar o caos de pacientes feridos, James chamou Audrey para o vestiário. Ela seguiu-o sem protestar com a desagradável certeza de que levaria uma bronca daquelas.
- Desculpa, James, não se repitira. – murmurou com a voz baixa.
O médico encarou-a, calmo.
- Todos cometemos erros, sei que era sua noite de folga, mas seu biper e seu celular devem estar funcionando vinte e quatro horas por dia. Pacientes dependem de você.
- Eu sei, desculpe.
- Vá para casa agora, descanse e amanhã só venha à noite.
- Okay. – ela assentiu e ele foi embora.
Assim que começou a despir-se das roupas do Hospital seu celular tocou, interrompendo-a.
“Ali” indicava o visor.


Essa história me persegue há muito tempo, por isso resolvi postá-la aqui para vocês. A letra ta miuda pra não ficar um post gigante (mesmo assim ficou gigante) mas acho que dá para ler. Essa historia se chama Chasing Love e é baseada no livro À caça de Harry Winston! Espero que vocês tenha gostado desse começinho. Devo continuar?
Beijos da Line ;*